quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O poder sai do cano de uma arma


Alguém da china disse que a verdade sai disto aqui (O ditador chinês Mao Tsé Tung disse, em 1938, que o poder político sai do cano de uma arma) - disse ele(Dix), desembrulhando uma espingarda automática Remintogton antinga, viscosa de óleo e com o cano cortado a pouco milímetros da câmara. A coronha tinha sido totalmente removida e substituída por uma coronha de madeira de pistola enrolada com fita isolante. Dix cheirava a suor e ganja.

-Você só tem uma?

-Só irmão - disse ele, segunrado a coronha com uma mão e limpando o óleo do cano preto com um trapo vermelho. - Eu e eu, a armada rastafari, acredito nela.

Molly puxou os trodos para a testa. Tinha deixado de se preocupar em colocar a sonda texana e de entrar no paraiso. Na Vila de Louvain, pelo menos, ele teria a oportunidade de dar uma boa mijada, mesmo que fosse a última mijada de sua vida e pensar um pouco na vida antes de entrar na cybervida.

Conectou-se à internet.

- Você quer uma bebida? , disse Dix.

-Vinho. Branco.

-Molly se desplugou.

Um comentário:

Levi Herrera disse...

na realidade, o poder sai da sua mente, se sua mente não aperta o gatilho a arma não dispara!