quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O poder sai do cano de uma arma


Alguém da china disse que a verdade sai disto aqui (O ditador chinês Mao Tsé Tung disse, em 1938, que o poder político sai do cano de uma arma) - disse ele(Dix), desembrulhando uma espingarda automática Remintogton antinga, viscosa de óleo e com o cano cortado a pouco milímetros da câmara. A coronha tinha sido totalmente removida e substituída por uma coronha de madeira de pistola enrolada com fita isolante. Dix cheirava a suor e ganja.

-Você só tem uma?

-Só irmão - disse ele, segunrado a coronha com uma mão e limpando o óleo do cano preto com um trapo vermelho. - Eu e eu, a armada rastafari, acredito nela.

Molly puxou os trodos para a testa. Tinha deixado de se preocupar em colocar a sonda texana e de entrar no paraiso. Na Vila de Louvain, pelo menos, ele teria a oportunidade de dar uma boa mijada, mesmo que fosse a última mijada de sua vida e pensar um pouco na vida antes de entrar na cybervida.

Conectou-se à internet.

- Você quer uma bebida? , disse Dix.

-Vinho. Branco.

-Molly se desplugou.

O misticismo difuso da nova era


-Oi, irmão - disse uma voz se direção.

-É o Molly, cara, lembra de mim?

-Miami, aprediz. Curso intensivo.

-Qual é a última coisa de que se lembra antes de eu falar com você, Dix?

-Nada.

-Aguenta aí - desligou o constructo(I.A.M - inteligência artificial monitorada). A presença tinha ido. Ligou denovo.

-Dix, quem sou eu?

-Como eu vou saber? Que porra é você?

-Car... o seu chapa. Parceiro. O que está acontecendo, cara?

-Boa pergunta.

-Não se lembra de ter estado aqui um segundo atrás?

-Não.

-Sabe como uma Xitram ROM de personalidade funciona?

-Claro irmãozinho. É um constructor de firmware.

-Então, se eu ligar no banco que estou usando, num determinado momento, posso dar para ela uma memória sequencial, de tempo real?

-Talvez - disse o constructor.

-Legal, Dix. Você é um constructor ROM. Está me acompanhando?

-Se você diz - respondeu o constructor. - Quem é você, afinal?

-Molly.

-Miami - disse a voz -, aprendiz. Curso intensivo.

-Certo. E para começar, Dix, você e eu vamos dar um pulo até uma rede em Londres e acessar alguns dados. Topa?

-E será que eu tenho escolha, garoto ?

-O que você precisa é de um paraiso - disse o Linha Plana.

-Paraiso?

-Paraiso de piratas, na periferia confusa de uma rede acadêmica de baixa segurança.

-O que estamos esperando?

O rosto de um homem encheu a tela. Os olhos dele era os de Molly (sem reticências).

Cumadre e cumpadre


! Dê adeus aos futuros usados. Aqui está um novo mundo inteiro, intenso como um choque elétrico. Aqui tem prosa espantosa, clareza e fluência(para alguns, para outros é: "o que pinta pintou"), é poesia elétrica high-tech. Caleidoscópio, malicioso, deslumbrante e decadente.

p.s Vai ser bem-sucedido em suas dimenções geopolíticas, tecnológicas e psicossexuais(CyberFroid explica).