quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O misticismo difuso da nova era


-Oi, irmão - disse uma voz se direção.

-É o Molly, cara, lembra de mim?

-Miami, aprediz. Curso intensivo.

-Qual é a última coisa de que se lembra antes de eu falar com você, Dix?

-Nada.

-Aguenta aí - desligou o constructo(I.A.M - inteligência artificial monitorada). A presença tinha ido. Ligou denovo.

-Dix, quem sou eu?

-Como eu vou saber? Que porra é você?

-Car... o seu chapa. Parceiro. O que está acontecendo, cara?

-Boa pergunta.

-Não se lembra de ter estado aqui um segundo atrás?

-Não.

-Sabe como uma Xitram ROM de personalidade funciona?

-Claro irmãozinho. É um constructor de firmware.

-Então, se eu ligar no banco que estou usando, num determinado momento, posso dar para ela uma memória sequencial, de tempo real?

-Talvez - disse o constructor.

-Legal, Dix. Você é um constructor ROM. Está me acompanhando?

-Se você diz - respondeu o constructor. - Quem é você, afinal?

-Molly.

-Miami - disse a voz -, aprendiz. Curso intensivo.

-Certo. E para começar, Dix, você e eu vamos dar um pulo até uma rede em Londres e acessar alguns dados. Topa?

-E será que eu tenho escolha, garoto ?

-O que você precisa é de um paraiso - disse o Linha Plana.

-Paraiso?

-Paraiso de piratas, na periferia confusa de uma rede acadêmica de baixa segurança.

-O que estamos esperando?

O rosto de um homem encheu a tela. Os olhos dele era os de Molly (sem reticências).

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